sábado, 23 de fevereiro de 2013

Violência X agressividade no âmbito escolar

Fonte: sandrarandrade7.blogspot.com
Violência X agressividade no âmbito escolar
     Atualmente notamos que as mídias denunciam insistentemente sobre atos de violência nas escolas, ora violência contra professores, ora violência entre alunos, que cometem infrações que se caracterizam por agressões verbais, físicas, pichações, bullings etc.
    Podemos citar, ainda, um exemplo do caso que aconteceu no Rio de Janeiro, em que um indivíduo entrou em uma comunidade escolar e matou treze alunos a fim de justificar uma crença inexplicável, segundo documento deixado pelo mesmo e divulgado. Perante essa situação assustadora, as pesquisas sobre a violência na escola procuram denominações e conceitos que explicam o bullying, ou ainda, a agressão desmedida que nos leva a perceber que os alunos estão cada vez mais “violentos” nas escolas, sendo levados por diversos fatores, dentre eles, na maioria das vezes, devido à falta de conscientização no próprio âmbito familiar.
     Considerando que a violência dos alunos dentro e fora das escolas, é um reflexo do que vivem no dia a dia, na rua, dentro de casa, onde se pode constatar que muitos casos de agressão na escola se originam da violência doméstica, ou seja, violência de pais para com os filhos, e até mesmo entre os próprios pais, haja vista que eles servem de espelho, pois têm uma grande parcela na educação de seus filhos, é com ela que as crianças convivem e aprendem. No entanto, muitas vezes esse processo não se dá de forma correta, e os educandos acabam repetindo as mesmas frustrações e opressões que sofreram em casa com os colegas em sala de aula, e com professores.
     Evidenciamos a violência como uso arbitrário da força sobre outrem, como imposição da força de um sobre o outro,  seja ela com o uso de qualquer instrumento de poder, pela força física, coação psicológica ou qualquer outro tipo de submissão que produza desigualdade, inferioridade e/ou impotência. Sendo assim, a partir de uma visão psicanalítica, podemos abordar a violência inter-relacionando com a agressividade.
     Freud (1925,1998), postulou a presença de duas forças básicas, a pulsão da vida e da morte. Podemos entender  a primeira relacionando-a com a sexualidade na acepção psicanalítica, ou seja, é uma força que se expressa como atração pelo outro, com intuito de abolir a separação entre pessoas e, sobretudo, pela vivência da presença do Outro como algo prazeroso. Ao lado da pulsão de vida, Freud postulou também, como algo inalienável do indivíduo, a existência da pulsão de morte ligado ao seu derivativo mais comum, a agressividade. Ao contrário da pulsão de vida, tem essencialmente como objetivo  a desintegração, a disjunção, a fragmentação e a desunião, que abrange desde a mais leve ofensa até a extrema e total destruição da coisa visada. Em outras palavras, essas duas forças opostas constituem a base psíquica, atuando em sentidos contrários.
     Apesar de soar como algo estranho, a agressividade é um recurso precioso do ser humano, seja para atacar ou se defender. Portanto, agressividade não é sinônimo de violência, embora, possa gerar a violência. Às vezes um indivíduo é agressivo porque precisa de atrevimento para executar uma ação qualquer. Um exemplo básico seria um garoto que sofre bullying o tempo todo na escola por qualquer razão que seja, em um determinado momento ele poderá se tornar agressivo e, por razões óbvias, poderá ser agressivo em suas ações de resposta, porém, necessariamente não será um aluno violento, que causará danos ao patrimônio e nem dano físico ao próximo que divide o ambiente escolar com ele.
      Dessa forma, vários são os tipos de agressividade, desde a agressividade contra o patrimônio da escola (carteiras, janelas, lousas, paredes, aparelhos eletrônicos etc), bem como violência doméstica social, psicológica, até mesmo violência física, propriamente dita. Ademais, a agressividade pode ser compreendida como uma forma de o indivíduo se defender, mas que no entanto precisa ser orientado pelos pais desde os primeiros anos para não ser algo que venha a trazer efeitos negativos para o seu desenvolvimento.
Referências
A violência e agressividade na escola. Disponível em: http://www.efdeportes.com/efd159/a-violencia-e-agressividade-na-escola.htm, acessado em: 23/02/2013, às 08h25min.
Freud (1925,1998).

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